Radares com IA a tecnologia que já aplicou 20 mil multas
Câmeras 4K e inteligência artificial flagram celular e falta de cinto em rodovias de SP e MG; veja como funciona a fiscalização e os valores das infrações.
A fiscalização nas rodovias brasileiras entrou em uma nova era com a chegada dos radares equipados com inteligência artificial.
Em apenas cinco meses de operação em trechos monitorados, a tecnologia já surpreendeu: foram registradas mais de 20 mil infrações.
O foco desses novos dispositivos não é apenas a velocidade, mas sim comportamentos de risco dentro da cabine, como o uso de celular ao volante e a falta do cinto de segurança.
Em apenas cinco meses de operação em trechos monitorados, a tecnologia já surpreendeu: foram registradas mais de 20 mil infrações.
O foco desses novos dispositivos não é apenas a velocidade, mas sim comportamentos de risco dentro da cabine, como o uso de celular ao volante e a falta do cinto de segurança.
Para entender casos reais já registrados nas estradas, veja também
esta análise completa no Portal Radar IA.
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Onde os "super-radares" estão operando?
Atualmente, o monitoramento inteligente já é realidade em pontos estratégicos de São Paulo e Minas Gerais.
Em solo paulista, os equipamentos operam na Rodovia Anhanguera (região de Ribeirão Preto) e na Campinas-Mogi. Já em Minas, o sistema vigia trechos da BR-365 e está em expansão para as rodovias MG-290 e BR-459. O impacto é imediato: na região de Mogi Mirim, por exemplo, das 20 mil infrações detectadas, cerca de 17 mil foram por passageiros ou motoristas sem cinto.
Em solo paulista, os equipamentos operam na Rodovia Anhanguera (região de Ribeirão Preto) e na Campinas-Mogi. Já em Minas, o sistema vigia trechos da BR-365 e está em expansão para as rodovias MG-290 e BR-459. O impacto é imediato: na região de Mogi Mirim, por exemplo, das 20 mil infrações detectadas, cerca de 17 mil foram por passageiros ou motoristas sem cinto.
Como a tecnologia flagra o condutor
Diferente dos radares convencionais, essas torres utilizam câmeras de resolução 4K integradas a sensores que analisam padrões de imagem em tempo real. O sistema consegue identificar se o motorista está com o braço para fora, se há uma criança sendo transportada de forma irregular no banco traseiro ou se o condutor está manuseando o smartphone.
Na prática, a IA funciona como um filtro. Ela não aplica a multa sozinha; o software isola a imagem da suposta irregularidade e a envia para uma central. Lá, um agente de trânsito humano valida a prova antes de gerar a notificação.
Esse processo garante que erros do algoritmo não se transformem em multas indevidas.
Esse processo garante que erros do algoritmo não se transformem em multas indevidas.
O bolso e a carteira: os custos da infração
Ficar atento à sinalização é, agora, uma questão de segurança e economia.
O uso de celular ao volante, uma das principais causas de acidentes, é considerada infração gravíssima, gerando 7 pontos na CNH e uma multa de 293,47 reais. Já a falta de cinto de segurança — flagrada em massa pelos novos radares — é infração grave, com custo de 195,23 reais e 5 pontos na carteira.
O uso de celular ao volante, uma das principais causas de acidentes, é considerada infração gravíssima, gerando 7 pontos na CNH e uma multa de 293,47 reais. Já a falta de cinto de segurança — flagrada em massa pelos novos radares — é infração grave, com custo de 195,23 reais e 5 pontos na carteira.
Outras condutas, como dirigir com o braço para fora ou usar fones de ouvido, resultam em multas médias de R$ 130,16.
Vale lembrar que, mesmo que o passageiro seja o infrator sem cinto, a responsabilidade legal e financeira recai sobre o proprietário do veículo.
Redução de acidentes
Mais do que arrecadação, o objetivo da tecnologia parece estar surtindo efeito na segurança viária.
Concessionárias que administram os trechos monitorados relatam uma queda de até 30% no índice de acidentes graves.
Com a expansão do sistema para mais rodovias em 2026, a mensagem para o motorista é clara: a fiscalização agora é constante, precisa e enxerga o que acontece dentro do carro, mesmo em alta velocidade.
Concessionárias que administram os trechos monitorados relatam uma queda de até 30% no índice de acidentes graves.
Com a expansão do sistema para mais rodovias em 2026, a mensagem para o motorista é clara: a fiscalização agora é constante, precisa e enxerga o que acontece dentro do carro, mesmo em alta velocidade.